Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

DIÁFANO

 

Tenho o olhar cativo

nos restos de um tempo

que ficou, vivido

ou não, preso

num espaço oblíquo

sem coordenadas, sem

norte, sem vida.

Aparo a memória que restou,

que pernoita ainda,

em gestos inacabados, em

lugares cinzentos,

em momentos fugazes

que se diluíram em cinzas

negras, de uma fogueira

quase extinta.

Fomos em silêncio, instantes

lancinantes de néon,

esbatidos, no limite

da escassa hora

que era a nossa,

estilhaços, desta quase vida

que acabou.

 

Rapture - Antony and the johnsons

Foto: Graça Loureiro

publicado por Sara Rocha às 16:51
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