Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Indivisível

 

Não houve um início.

Apenas um crepúsculo de tempo

que se insinuava, dócil... leve,

na penumbra

de um momento que ficava

intangível,

submerso num irreal

que adivinhava lento,

...uma infinita soma

de brancos dias e negras noites

debruçava-se impiedosa,

numa existência de crua verticalidade

imersa num limite de espaço

que tangenciava a dor,

o quase desespero

de um choro mudo

no camuflado horror

de um silêncio

que era nosso, sem o sabermos.

Somos o passado do nosso tempo,

que não foi presente,

coalhado de sombras

de memórias ausente,

permaneceu,  perene,

suspenso num fragmento

de um sim.

Não houve uma origem.

Nem haverá um fim...

 

Mazgani

Foto: Autor desconhecido

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publicado por Sara Rocha às 17:00
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