Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011

SIBILA

 

 

Já não era árvore

Já não era vida

Já quase nem folhas

e flores há muito não via.

Apenas fractais de ramos

que em noites de inverno

o vento tolhia.

O verde saiu

e um requiem de dias

e largos Outonos

manchava-a de dor.

Amarga a terra a comia.

E uma manhã sonhou.

Sonhou...

livre e desenterrada

voou,

voou céu adentro

e a lua impávida assistia,

pálida na noite viúva

chorava,

o fim de uma solidão partilhada

temia.

E nesse dia o tempo a levou

e o escravo lamento

da árvore cansada,

por fim acabou.

 

 

Fotografia: Sebastião Adão Soares - Galeria Olhares

Musica: Natalia, Charles Moustaki

Video: Youtube

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publicado por Sara Rocha às 15:43
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