Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011

HERESIA

 

 

 

 

Recordo-me da tua

voz ampla, asas

da tua terna poesia.

O tempo em ti a crescer,

implorava

implorava por tenros

anos há muito vividos,

plasmados em memórias

difusas, retidas num antes,

em bocados de vida

na tua praia esquecidos.

 

Recordo-me daquele dia

coberto de noite,

da súplica dos teus olhos,

do frisar do rosto,

do amansar da carne,

da tua pele tão fria,

aquele amargo prenúncio

que em silêncio

eu tanto temia.

 

Mas as palavras  ainda

por lá moram,

dispersas na maresia,

perdidas em movimentos

incertos, em olhos que choram...

e o marulhar perene

o vento norte,

cansados,

ainda entoam um eco da minha prece:

que se cale o tempo!

que se afogue a morte!

 

 

Fotografia: Paulo - Galeria Olhares

Video: youtube

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publicado por Sara Rocha às 14:12
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