Sexta-feira, 12 de Março de 2010

CHUVA DE FORMAS

 

Chove?

Chovem angústias

e solidão

em ângulos apertados.

Chove?

Chove um céu azul mutilado

por disformes elementos

que escondem um intervalo entre limites,

que queria ser luz..

Chove?

Chove e parece tudo morto,

e as formas desenhadas

em cima de mim, não

são mais que um tempo que foi

mas já não é.

Chove?

Chove no uniforme

espaço entre duas linhas,

que se encontram e cortam

o espectro celífero,

num amargo abandono

recortado, 

numa aflição de contornos

exactos.

Chove?

Chove de um horizonte de cruz,

como um poema que dorme,

numa chuva de formas.

Chove.

Chove uma figura celeste que me molha,

e me deixa seca de azul.

 

 

Mika: Rain

Fotografia: Jorge

 

 

publicado por Sara Rocha às 12:13
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