Segunda-feira, 1 de Março de 2010

Saúdo-te.

 

Como um poema sem palavras, saúdo-te

na solidão de um mundo sem voz,

perene de silêncio

iluminado pelo isómero infinito

de um desejo, que ao querer ser

não é mais que uma etérea vaga de mim.

Saúdo-te como um fiozinho de luz, do

qual tu tomaste posse,

posse da minha vida

e da minha morte.

Saúdo-te com o meu olhar inquieto,

ciente da tua paz eterna

e no tempo onde não estás,

saúdo-te na remota memória,

na cinza de um rosto,

na noite,que eu sei que o vento traz.

 

Bach - Air on a G String

Fotografia: Graça Loureiro

 

publicado por Sara Rocha às 18:30
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